Para lavoura em área extensa — o caso projetado é o café. A unidade do sistema
é o hectare: uma área de 100 × 100 m com uma estação de
transmissão autônoma e seis sensores enterrados a 30 cm. É esse bloco que se repete.
1 hectare · 100 × 100 m1 estação por área6 sensores a 30 cm
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Projeto em desenvolvimento
Onde o projeto está hoje.
Leitura do soloValidada em menor escala — é a base pronta do projeto
Fase 1Desenhada e pronta para começar — ainda não executada
Fases 2 e 3Destravam depois da Fase 1
A configuração de campo — estação por área, transmissão até a Caixa Principal
e mapeamento das zonas pelo relevo — está desenhada. Nenhuma das três fases
foi executada.
O problema
Um hectare não tem um solo só.
A chuva não fica onde cai: ela desce. O alto seca depressa, o sopé recebe tudo
o que desce, e no ponto mais baixo a água empoça. Cada dobra do terreno reage
do seu jeito.
O mesmo hectare, no mesmo dia
Zona alta
24%
Umidade caída
A água desceu e não voltou. A lavoura entra em estresse ali, e o aviso chega
ao celular apontando qual parte da área é.
Zona baixa
Encharcada
Água parada e sal
Recebe o que veio de cima e não drena. Junto com a água desce o sal da encosta,
que fica parado no ponto mais baixo.
Dois problemas opostos, no mesmo hectare. Sem sensor, as duas partes receberiam
o mesmo tratamento — mais água nas duas, ou menos nas duas. É esse cenário que o
sistema foi desenhado para resolver.
O sistema não diz que o hectare está seco. Diz qual parte dele está — e a correção
vai só naquela zona.
A maquete · interativa
O projeto inteiro, em 3D.
O que abre abaixo é uma maquete — um gêmeo digital que demonstra como o sistema
funciona. Os valores que aparecem na tela são simulados para explicar o conceito,
e não a leitura de uma lavoura em operação; a tecnologia de medição por trás deles
é que já está validada em menor escala.
As quatro áreas da cena estão ali para ilustrar a modularidade — o sistema serve
para uma área ou para várias, e uma mesma Caixa Principal recebe mais de uma
estação. O painel dentro da cena anuncia 4 hectares · 4 estações · 24
sensores: é um arranjo de demonstração, não tamanho mínimo, máximo nem
obrigatório.
Na cena os sensores aparecem marcados na superfície, para poderem ser vistos.
No campo eles ficam enterrados a 30 cm — a profundidade em que a raiz
do café trabalha.
arraste para girar · scroll para aproximar ·
setas ou W A S D para percorrer o campo · clique num equipamento para saber o que ele é
Dentro da cena, o botão ▶ Modo Filme roda três minutos narrados que
percorrem o projeto inteiro, do terreno ao alerta no celular. Tem som.
Precisa de um navegador com WebGL 2 — Chrome, Edge, Firefox e Safari atuais,
no computador ou no celular. Em tela cheia, Esc volta para a página.
Sem caderneta, sem visita ao campo para anotar número: é o solo que dá notícia.
Passo 01
O solo mede sozinho
Os seis sensores da área leem o solo o dia inteiro, sem ninguém por perto.
Passo 02
A estação recolhe
Fica no ponto mais alto da área, gera a própria energia por painel solar e não
depende de energia elétrica no meio da lavoura.
Passo 03
A antena manda para fora
Bem acima do cafezal, ela entrega os dados mesmo a quilômetros de distância e
sem sinal de celular na lavoura.
Passo 04
A Caixa Principal entrega
Na parte alta do terreno, junto da sede, reúne o que as estações mandam e
entrega no aplicativo.
Cada área tem o seu caminho
Cada estação fala com a Caixa Principal pelo próprio caminho. Se uma parar,
as outras seguem entregando.
A estação meteorológica antecipa
Ela acompanha chuva, vento, temperatura e umidade do ar. Molhar um solo que vai
encharcar sozinho em seis horas é perder duas vezes.
Como o sistema cresce
Uma área já é um sistema.
O hectare é a unidade. Somar áreas é somar blocos iguais — não é refazer o
projeto a cada área nova.
O bloco que se repete
Uma área de 100 × 100 m, uma estação autônoma e
seis sensores a 30 cm. Funciona a partir de uma área.
Uma Caixa Principal, uma ou várias estações
Cada área nova entra com a sua estação e os seus
sensores. A mesma Caixa Principal recebe as leituras de uma ou de várias
estações e entrega tudo no aplicativo.
O teto ainda não está definido
Quantas estações uma Caixa Principal atende é uma
questão em aberto: será definida nos testes da Fase 1. Enquanto o teste
não disser, não há número — e não vamos escrever um aqui.
O que cada sensor mede
Seis leituras, a 30 centímetros.
É a profundidade onde a raiz do café trabalha — e é lá que cada sensor fica.
Umidade do solo
Quanta água está realmente disponível para a planta naquele ponto.
Temperatura do solo
O calor que a raiz enfrenta, que muda o ritmo da planta.
Condutividade elétrica (EC)
Quanto sal e adubo há dissolvido no solo.
pH
A acidez do solo, que decide o que a planta consegue absorver do que está ali.
Salinidade
O sal acumulado. Em excesso, a planta passa a ter dificuldade de puxar água.
Sólidos dissolvidos totais (TDS)
O total dissolvido na água do solo. Junto com o EC, mostra quanto do
adubo aplicado ainda está no lugar.
Esta parte já está resolvida. A leitura do solo está validada em menor escala:
os sensores entregam dado confiável. O que a Fase 1 constrói é levar essa leitura
à escala do hectare e transformá-la em produto.
Como as zonas são definidas
Por que seis — e por que ali.
Cada hectare é estudado antes de instalar. O relevo divide a lavoura em seis zonas
parecidas entre si, e cada zona recebe um sensor.
Pelo terço da encosta
Alto, meio e sopé não se comportam do mesmo jeito. O terço em que a zona está é
a primeira coisa que a separa das outras.
Por onde a água anda
Onde o terreno converge, a água se junta; onde ele se abre, ela se espalha. Duas
partes no mesmo terço podem ser zonas diferentes por causa disso.
Um sensor por zona
Ele é plantado no ponto de atenção da zona e responde por ela inteira: o que ele
mede vale para tudo que se comporta como aquele ponto.
É daí que vêm os seis sensores por hectare — um por zona. Não é uma grade desenhada
no mapa: é o relevo que diz onde cada um entra.
O roteiro do projeto
Três fases, o mesmo ciclo.
As três seguem o mesmo padrão de execução. Cada fase é um ciclo completo:
Desenvolver o produto→Testar→Validar→Pronto para industrializar
Não é um ciclo de instalar lavoura: é um ciclo de criar produto. E o produto de cada
fase já nasce preparado para receber a fase seguinte — o que for instalado na Fase 1
não é descartado quando a Fase 2 chegar, é atualizado.
Nenhuma das três foi executada. A Fase 1 é o ponto de partida que o investimento destrava.
Fase 1Pronta para começar
Enxergar o solo
A fase entrega o produto de monitoramento criado de fato: desenvolvido, testado,
validado e pronto para industrializar. Inclui definir em teste o que hoje está em
aberto — entre outras coisas, quantas estações uma Caixa Principal atende.
O que já está resolvido antes de começar é a leitura do solo, validada em menor
escala: os sensores já entregam dado confiável.
Levar a leitura à escala do hectare e transformá-la em produto.
As estações autônomas e a transmissão até a Caixa Principal.
O mapeamento das zonas pelo relevo, hectare a hectare.
O aviso chegando no celular, apontando a zona.
E já nasce pensada para atualização: o equipamento da Fase 1 é projetado para receber
as Fases 2 e 3 quando elas forem liberadas. As outras duas não têm em que se apoiar
sem ela — é a Fase 1 que sustenta o que vem depois.
Fase 2Depende da Fase 1
Irrigação e fertirrigação
Sair do aviso e agir: acionar a correção sozinho, por zona, a partir do que os
sensores estão medindo. Molhar e adubar só a parte que precisa, na medida que o
dado pede — em vez de tratar o hectare inteiro igual, no escuro.
Mesmo ciclo: desenvolver, testar, validar, preparar a industrialização.
Fase 3Depende da Fase 1
Drenagem
Tirar a água de onde ela para. A maquete já mostra a área de acúmulo e a bacia
dentro do talhão; drenar é o passo seguinte.
Mesmo ciclo: desenvolver, testar, validar, preparar a industrialização.
O TeraHecta tem um irmão mais velho, o TeraSmart — automação para quem cultiva em área
concentrada. É outro projeto da casa; a página dele nesta área entra em breve.